P de Pinguim

Terça-feira, Janeiro 02, 2007

Um amor com o tamanho de nossas vidas!



Melhor do que a criatura,
fez o criador a criação.
A criatura é limitada.
O tempo, o espaço,
normas e costumes.
Erros e acertos.
A criação é ilimitada.
Excede o tempo e o meio.
Projeta-se no Cosmos

- Cora Coralina -


Para a maioria dos mortais, 2 de janeiro é o Dia Internacional da Ressaca. Veio o Natal. Teve peru, champagne, presentes, beijos e abraços, agradecimentos, flocos de neve lá em cima, calorão aqui pelos trópicos. Chegou 31...o ano mudou...mais champagne, beijos e abraços, agradecimentos, o primeiro do ano...e 2 de janeiro...

...Que é o dia do meu nascimento.
Quando renasço e renovo a vontade de viver e fazer viver, de ser feliz e fazer feliz.
Sou assim, simplinha, mas cheia de amor.
Porque tenho uma família maravilhosa.
E amigos que estão sempre comigo.

E a prova maior de que 2 de janeiro é dia de renascer está em outra comemoração: aquela que festeja o meu amor pelo Alisson e o amor do Alisson por mim. É nosso aníver! É nossa festa! É a celebração de tudo em que acreditamos.

Feliz aníver pra nós!
E uma vida repleta de amor para todos!

Quarta-feira, Dezembro 20, 2006

Porto (de muito sol e calor) Alegre


Eu não disse?! A chuva de Brasília me desaguaria em Porto Alegre.
Página virada: estou aqui.
E como são muitas emoções, fiquei uma semana sem escrever.
Mas os registros estão todos na memória da cabeça e do coração, que é a mais importante, aliás.
Faria tudo de novo, se fosse pra viver a intensidade que foi o retorno.
Abraços, beijos, mais abraços, mais beijos. Carinho de todos. E por todos os lados.
O capítulo Casa Nova é uma história à parte. É um conto de fadas.

Sim, o calor está algo indescritível. Coisa pra três a quatro banhos por dia. E bem gelados.
O vento é quente. Quando tem.

Sim, o Inter ganhou a Copa aquela que já conhecemos há 23 anos.
Mas nem isso me abala. Fiquei feliz pelos amigos vermelhinhos. Sei o quanto eles desejaram chegar lá. Mas ainda falta muito pra sentirem a felicidade tricolor.

Sim, o Zaffari continua com o melhor atendimento do mundo.
Frutas coloridas e cheirosas. Verduras verdinhas...e aquele 'bom dia' com sotaque gaúcho.

Sim, já estou em dieta. E feliz.

Sim, já estou louca pra trabalhar.

Mas, sobretudo, sim, estou com as pessoas que amo. Cuidando e sendo cuidada. Amando e sendo amada.

Amigos queridos, obrigada por tudo. Desde sempre!

Terça-feira, Dezembro 12, 2006

Chove chuva...


...lava minha alma...
E me faz desaguar em Porto Alegre.
É hoje!
Eu sabia que ia chegar esse dia.
Pedi aos céus, contei segundos, aprendi com a saudade.
Vivi, enfim. Coisa que se deve fazer dia após dia.
Viver e não ter vergonha alguma de ser feliz.
E pretender sempre a tal felicidade.
Nas mínimas, médias e máximas coisas.
Criança feliz que vive a cantar.
Ter idéias. Realizá-las.
Ter amigos. Amá-los.
Amar pai, mãe, irmão.
Formar família.
Amar e mais amar.
Estou voltando.

E o P de Pinguim vira a página para, a partir de amanhã, soltar o verbo diretamente de Porto Alegre.

Domingo, Dezembro 10, 2006

Apagando o apagão


Não sou um exemplo de organização. Embora seja exemplar em sair-me exitosa de situações desorganizadas ou que exijam ação, criatividade e vontade. Alguma coisa que poderemos conceituar como organização no caos e que tem como resultado a superação e o alcance de todos os objetivos. Em outra palavras: tudo dá sempre certo, mas do meu jeito.

Daí que me deparo, assim, espontaneamente (efeito domingo de manhã?), pensando no kit apagão que pretendo levar ao (que deverá ser saudoso) Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek:

1. Duas toalhas de rosto
2. Um sabonete bem cheiroso
3. Duas garrafinhas de água mineral
4. Bolacha salgada e bolacha doce
5. Escovas de dente, pra mim e pra ele
6. Creme dental
7. Lenço de papel
8. Um livro
9. Duas revistas
10. Paz, amor, determinação (eu vou embarcar dia 12/12, tenham certeza disso) e muita paciência

IV/ Convite à Glória




— Juntos na poeira das encruzilhadas conquistaremos a glória.
— E de que me serve?

— Nossos nomes ressoarão nos sinos
de bronze da História.
— E de que me serve?

— Jamais alguém, nas cinco partidas do mundo,
será tão grande.
— E de que me serve?

— As mais inacessíveis princesas se curvarão
à nossa passagem.
— E de que me serve?

— Pelo teu valor e pelo teu fervor
terás uma ilha de ouro e esmeralda.
— Isto me serve.

(IV/ Convite à Glória - Por Carlos Drummond de Andrade)

Conceição


Maria da Conceição. Esse é o nome de uma grande amiga aqui de Brasília. (Ainda escrevo aqui, porque continuamos aqui, mas, agora, a pouco mais de 48 horas do retorno). Pois Conceição, ou Ceição, ou Ceiça - eu prefiro Conceição mesmo, que acho lindo - promoveu uma grande transformação em sua vida. Assim como eu. O difícil disso é que, justamente quando estou fechando as malas para deixar a 703 Norte, a Ceiça está abrindo seu apartamento na 702 Norte.

Questão de dias e de duas grandes decisões, de certa forma, estão nos separando. Mais ou menos quando minha amiga decidiu deixar a casa dos ex-sogros para morar 'sozinha' (Conceição certamente jamais estará sozinha, por isso as aspas), decidimos voltar para Porto Alegre. Não fosse isso, tenho certeza de que essa mulher incrivalmente batalhadora seria minha grande companhia para as tardes de sábado e domingo, em longos papos sobre tudo.

Mas o destino nos prega essa pecinha. Sim, porque não considero que nossa amizade, frente a distância entre Brasília esteja comprometida. Ainda mais que ontem plantei na Conceição o gosto fraterno do amargo gaúcho. Foi uma tarde/noite em que descobrimos que somos iguaizinhas no quesito acreditar-no-amor-que-existe-em-nós-e-que-está-nos-outros.

E é exatamente essa crença que nos manterá amigas para sempre. Ela, na casa nova da 702 Norte, eu, na casa nova da Anita Garibaldi. Conceição sob a proteção de Yaba-Mi-Yah; eu resguardada por Ye-Ya-La-El.

Que nossos anjos nos protejam!

Sexta-feira, Dezembro 08, 2006

E antes que eu esqueça...

...

EU QUERO CHEGAR!!!

Partidas e Chegadas


A gente chega a algum lugar, vai convivendo e aprendendo e trocando e criando e semeando e cultivando amizades e, um belo dia, parte. Essa é a vida nossa: um tempo de incertezas no meio da mais perfeita das certezas. Se não a de que tudo vale a pena, se a alma não é pequena.

Estive por 10 meses convivendo diariamente com pessoas que, até 5 de fevereiro de 2006, jamais imaginei que cruzariam no meu caminho. Pessoas que, como eu, vieram de outras partes do Brasil (ou são filhas de pessoas que nasceram em outros pagos) e que, por tantos motivos, realizando suas vidas na capital do país.

À distância, Brasília parece um lugar perdido no meio do Brasil. Onde tudo acontece, mas que poucos vêem. É longe mesmo isso aqui. E por isso vou sentir saudade dos amigos. Das pessoas que me estenderam as mãos, me abriram os braços, me deram largos sorrisos, me fizeram rir e impediram que eu chorasse, me ensinaram, me educaram, me ajudaram a crescer, amadurecer, respirar e viver longe dos meus amados pais e amigos de Porto Alegre.

Como já comentei, foi um ano daqueles. Tudo ao mesmo tempo agora. Emoções a flor da pele. Mas, neste fim que não tem fim como é um ponto final, sabemos que tudo deu certo. Deixo meu carinho, minhas risadas, meu suor, meu amor, meu super obrigado!

Terça-feira, Dezembro 05, 2006

Falta uma...

...semana!!!


Domingo, Dezembro 03, 2006

Imperdível!

Estou muito melhor agora


O título deste post é a última frase do post anterior. Mas bacana mesmo é isso:

"O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente." (Carlos Drummond de Andrade, de Mãos Dadas)


Desafiando a Média e o Piso Frio e Branco


Ando sem saber o que escrever. E essa é uma sensação ruim. A pior, provavelmente. Não que se tenha esvaziado a minha criatividade. Longe disso. Nem mesmo alguma coisa de incomum ocorreu. Palavras não faltam e coisas acontecem. Mas nada que me ponha a escrever. Realmente, uma sensação péssima.

Na escola, que já me delegou um bocado de motivos a serem escritos, os movimentos estão mais controlados. Isso porque todos estão às vésperas das férias. E digo 'às vésperas', porque uns começam antes, outros, depois. Tudo depende de uma alforria de codinome Média.

(Seria a escola, de fato, o luga dos medianos?)

Não acho. Ainda acredito nela. Na escola. Porque onde há pessoas, há a esperança do diferente, do inusitado, da descoberta, do complemento. Quero ver meus filhos na escola. Mas não pretendo que sejam medianos. Nem que se incomodem tanto com a Média. Desejo que apenas absorvam deste lugar - de preferência com um jardim central - experiências complementares e interacionais.

Em casa, também está tudo bem. Olho para o Piso Frio e Branco que me desafiou durante todo o ano e penso:

- Você vai ficar aqui, frio e branco, espelhando as sujeiras do mundo...

Isso porque estamos, como as crianças da escola, às vésperas da partida. Ou melhor, da chegada. Sei que estamos retornando para o lugar onde o piso jamais me transtornará. Porque em Porto Alegre, ao primeiro sinal de sujeira, posso encontrar o alento nas pessoas que amo.

E tem mais: não esperem ouvir de mim que foi um ano perdido. Estou muito melhor agora.