Desafiando a Média e o Piso Frio e Branco
Ando sem saber o que escrever. E essa é uma sensação ruim. A pior, provavelmente. Não que se tenha esvaziado a minha criatividade. Longe disso. Nem mesmo alguma coisa de incomum ocorreu. Palavras não faltam e coisas acontecem. Mas nada que me ponha a escrever. Realmente, uma sensação péssima.
Na escola, que já me delegou um bocado de motivos a serem escritos, os movimentos estão mais controlados. Isso porque todos estão às vésperas das férias. E digo 'às vésperas', porque uns começam antes, outros, depois. Tudo depende de uma alforria de codinome Média.
(Seria a escola, de fato, o luga dos medianos?)
Não acho. Ainda acredito nela. Na escola. Porque onde há pessoas, há a esperança do diferente, do inusitado, da descoberta, do complemento. Quero ver meus filhos na escola. Mas não pretendo que sejam medianos. Nem que se incomodem tanto com a Média. Desejo que apenas absorvam deste lugar - de preferência com um jardim central - experiências complementares e interacionais.
Em casa, também está tudo bem. Olho para o Piso Frio e Branco que me desafiou durante todo o ano e penso:
- Você vai ficar aqui, frio e branco, espelhando as sujeiras do mundo...
Isso porque estamos, como as crianças da escola, às vésperas da partida. Ou melhor, da chegada. Sei que estamos retornando para o lugar onde o piso jamais me transtornará. Porque em Porto Alegre, ao primeiro sinal de sujeira, posso encontrar o alento nas pessoas que amo.
E tem mais: não esperem ouvir de mim que foi um ano perdido. Estou muito melhor agora.

0 Comments:
Postar um comentário
<< Home